O deputado Diogo Tita (PMDB) voltou a defender na tribuna da Assembleia Legislativa, durante o Grande Expediente desta quarta-feira, dia 3, a implantação de unidades públicas de atendimento aos dependentes químicos em Mato Grosso do Sul.
O deputado enfatizou os impactos do aumento do uso de crack em todas as camadas sociais brasileiras. "Esta droga passou a desestruturar famílias de todas as classes. Uma única pedra de crack é vendida por até R$ 10 e tem o poder de transformar usuários em escravos", disse Tita.
O parlamentar citou levantamento que mostra que não há um único município brasileiro onde a droga não tenha entrado. Ele citou o caso do Rio de Janeiro, onde os próprios traficantes proibiram o uso do crack por acharem que a droga causa prejuízo aos negócios com a morte dos clientes.
"O combate ao tráfico deve ser intensificado em 2010. Temos que prevenir, conscientizar e reprimir a expansão desta droga. Precisamos de um trabalho conjunto entre órgãos de saúde, educação e justiça", afirmou Diogo Tita.
No ano passado, o parlamentar apresentou a 1ª emenda ao orçamento do Estado pedindo a destinação de R$ 20 milhões para a construção e aquisição de equipamentos para o Centro de Apoio ao Dependente de Drogas (CADD). "Nosso desejo é ter em Campo Grande um hospital que atenda as internações da capital e do interior. O usuário tem direito a atendimento adequado", explicou.